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| Imagem conceitual. |
No coração de Greza, o Grande Sepulcro se destaca, um monumento à necromancia que os Cinzentos praticam com reverência e habilidade. Este é um dos covis que os filhos depravados dos Nidares caídos se reúnem para estudar e aprimorar suas artes sombrias, cercados por bibliotecas de pergaminhos antigos e salões ecoantes onde os mortos são convocados para servir. O ar é impregnado com um aroma lúgubre, e uma quietude sobrenatural prevalece, como se a própria cidade estivesse em um estado de meditação eterna.
Apesar de sua reputação sombria, Greza não é sem beleza. Os jardins de ossos, meticulosamente arranjados com os restos dos inimigos caídos, florescem com flores desérticas raras que brotam entre as costelas e crânios ali cultivados. Estas flores são cuidadas pelos Cinzentos como um lembrete da morte que dá vida, um ciclo eterno que sustenta sua existência e poder. Elas são usadas para fabricação de poções e outros artefatos arcanos.
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| Imagem conceitual. Créditos da imagem. |
A sociedade dos Cinzentos em Greza é estratificada e complexa, com cada indivíduo desempenhando um papel na manutenção da cidade e na defesa de suas tradições. Os guerreiros treinam incansavelmente nas arenas, os artesãos criam armas encantadas e artefatos, e os sábios planejam estratégias contra aqueles que ousariam desafiar sua soberania.
No subterrâneo de Greza encontram-se as câmaras subterrâneas, que guardam as incontáveis cadeias usadas como abrigo de milhares de escravos. Nessas câmaras, há também as escadarias para os lugares mais sombrios, como é de praxe em todas as cidades dos Cinzentos. Essas escadarias costumam ser sinuosas e de difícil navegação, sendo responsáveis pelo acesso às denominadas bordas do abismo. É nessa região onde os sacerdotes Cinzentos praticam seus rituais mais secretos, à beira da escuridão profunda, de onde provém o constante e alucinante som de agonia, como se ali houvesse uma perpétua sessão de tortura.
Aqueles poucos que sobreviveram e conseguiram escapar dos calabouços de Greza, e que não tiveram sua sanidade comprometida, contam que o Grande Mausoléu abriga pelo menos uma dessas bordas do abismo, onde seria possível acessar a escuridão mais profunda, lugar que abriga os antigos Nidares caídos, popularmente chamados de demônios.

