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| Humano, Cinzento e Mago |
Os Homens levam muito a sério seus padrões de moralidade. Sua cultura é completamente baseada sobre esses valores, que variam pontualmente, a depender da localidade, do povo ou da religião professada. Não que isso seja um problema, mas delineia exatamente a fronteira ética entre suas sociedades.
Contudo, fora do conjunto ético e de suas variantes opostas, encontram-se os Magos, seres amorais, de difícil compreensão tanto para Homens, como para seu inimigos Cinzentos. Os filhos dos elementais não se relacionam por laços morais, mas por interesses pontuais. Suas alianças não envolvem relação de fidelidade, mas de conveniência prática. Isso porque não há qualquer tipo de melindre moral que os faça manterem-se fiéis a algum tipo de pacto, a não ser consigo mesmos.
Os Magos não são desprovidos de sentimentos, e por isso têm interesses próprios. Porém, seu senso de missão é fruto de uma consciência primordial, herdada diretamente dos seus criadores elementais. O caminho seguido por cada um dos Magos existentes, porém, é estritamente particular, e constitui um mistério quase insondável para os demais seres.
Com isso, alguns estudiosos de Dhalia argumentam que o senso de missão dos Magos constituiria um código moral próprio, não necessariamente compartilhado entre os demais filhos elementais, e que isso faria deles criaturas moralmente engajadas. Gregor de Melânia, clérigo erudito, discorda dessa opinião. Ele argumenta que os Magos não possuem um código moral, tendo em vista não desposarem qualquer tipo de valor medido entre moral ou imoral, justo ou injusto, certo ou errado. Eles simplesmente se alinham ao que é necessário para si mesmos, sendo completamente individualistas. Dessa forma, para eles a questão não gira em todo do que é aceitável ou não, reto ou escuso; e sim do que é necessário, apenas.
Partindo para a prática de vida, consideremos o seguinte cenário: Uma mulher encontra-se à beira de uma estrada com sua criança. Ela e a criança estão famintas e possivelmente morrerão de fome ou em decorrência da desidratação avançada, se ninguém as ajudar. Diante dessa cena, um homem passa e sua consciência o instiga a ajudar a mulher e a crinça; um cinzento daria o mínimo necessário para que mulher e criança suportassem a jornada até o covil mais próximo, sendo tornadas escravas; um mago consideraria apenas a conveniência para sua missão e, julgando desnecessário ou irrelevante, não ofereceria ajuda alguma.
